1. UMA INTRODUÇAO ÀS SEMANAS AFRO-BRASILEIRAS NO MUSEU DE ARTE MODERNA
Programações como as SEMANAS AFRO-BRASILEIRAS foram projetadas e executadas por serem consideradas instrumentos válidos de reflexão e conscientização. Existe no Brasil o que poderíamos chamar de um pudor histórico, de um consenso oficial inclusive introjetado na própria população negra - de uma ideologia que pressupõe a inexistência de preconceito étnico e/ou racial. A própria
utilização de palavras como negro ou negritude parece inquietar, como se pusesse em perigo esse
consenso em todos os níveis da vida nacional.
Assim sendo, nada mais delicado que a percepção histórica e a interpretação dos fenômenos
culturais da diáspora negra, pautados historicamente por relações de dominação
interétnica encobertas por tal ideología.
Apesar das mudanças nas relações de produção
desde a época da escravidão, passando pela
Abolição até o presente, a situação histórica do
africano e seus descendentes, dominado no
conjunto das relações sociais, quase não sofreu
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